A Lei 15.211/2025 (conhecida como Lei Felca) cria novas regras para o uso da internet por crianças e adolescentes no Brasil. O objetivo é reduzir riscos ligados a conteúdos nocivos, como conteúdo adúlto, violência, jogos de azar e exploração online.
A lei exige que plataformas digitais façam verificação de idade confiável em cada acesso — não apenas no cadastro. Também determina que menores de 16 anos tenham suas contas vinculadas a responsáveis e que exista um controle parental fácil de usar.
Empresas que não se adaptarem podem sofrer multas de até R$ 50 milhões ou 10% do faturamento.
Impactos da Exposição Precoce à Internet
Estudos mostram que 1 em cada 3 usuários da internet é criança (UNICEF). No Brasil, 83% das crianças usam telas antes do primeiro ano de vida.
Essa exposição precoce traz riscos sérios:
- Saúde mental: cyberbullying, assédio e violência digital aumentam ansiedade e risco de suicídio (OMS).
- Desenvolvimento: uso excessivo de telas está ligado a atrasos cognitivos, de linguagem e dificuldades sociais.
- Dependência digital: algoritmos viciantes elevam o risco de vício em telas e distúrbios de sono.
A Lei 15.211/2025 busca reduzir esses danos ao limitar o acesso de menores a conteúdos inadequados.
Tendência Global de Responsabilidade Digital
O Brasil não está sozinho. Há uma tendência mundial de segurança digital infantil:
- Reino Unido – Age-Appropriate Design Code: obriga serviços online a usar “privacidade alta por padrão” e restringe coleta de dados de menores.
- União Europeia – DSA (Digital Services Act): exige medidas extras de proteção infantil e prepara um sistema europeu de verificação de idade.
- Estados Unidos – Kids Online Safety Act (KOSA): projeto que cria dever legal para plataformas protegerem crianças de conteúdos nocivos.
Essas iniciativas mostram que a proteção digital da infância virou prioridade internacional.
Como Empresas Podem se Preparar
Empresas de tecnologia precisam agir antes que a lei entre em vigor. Boas práticas incluem:
- Verificação de idade robusta: soluções como a AgeControl oferecem validação confiável sem expor dados sensíveis.
- Configurações seguras por padrão: ativar privacidade máxima e limitar recursos arriscados automaticamente.
- Controles parentais simples: permitir que responsáveis definam tempo de uso e filtros de conteúdo.
- Políticas claras de moderação: remover rapidamente conteúdos ilegais ou nocivos.
- Proteção de dados: evitar coleta desnecessária e respeitar a privacidade de menores.
Conclusão
A Lei Felca marca um novo padrão de segurança digital no Brasil, alinhado com a tendência global. Para empresas de tecnologia, antecipar-se a essa exigência não é apenas questão de conformidade, mas também de responsabilidade social e reputação de marca.
Com soluções como a AgeControl, é possível proteger crianças, apoiar famílias e garantir que a tecnologia seja usada de forma mais segura e saudável.

